quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Brasília.



Ontem foi a quinta vez que fui para Brasília.
E pela quinta vez não foi a passeio.
O engraçado é que nas três primeiras vezes que fui lá odiei a cidade, as pessoas (ou melhor, a falta delas), a disposição dos bairros e do comércio. Não é engraçado, mas é o modo dizer, enfim... Vocês entenderam.
E das duas últimas vezes eu acabei me encantando pela Capital Federal.
O céu parecia tão azul da quarta vez e tão cinza na quinta. A arquitetura sobressaiu aos meus olhos e eu descobri onde as pessoas se localizam (dentro do senado federal).
Nem as 10 horas sem comer na viagem de ontem, a aprovação do ato médico e minha única refeição do dia ter como cardápio um salgado duro e torrado às 21h me fez achar que tudo foi uma droga.
E a sensação que a cidade estava girando (por causa da minha hipoglicemia) deu um toque especial nesse meu novo sentimento por Brasília.
Talvez o fato das primeiras vezes que fui até lá tenha sido para fazer vestibular influenciou um pouco nessa minha visão distorcida.
Ou talvez eu esteja iniciando um processo de paz na minha vida.
Paz com tudo, inclusive com cidades.

E ah sim!
Eu parei de escutar somente três músicas diariamente.
Essa parte voltou ao normal. Bom, não?!
Estou com o repertório bem amplo agora, mas tenho que confessar, a maior parte é recheada de Aerosmith.
Começo a acreditar que isso aqui é uma boa terapia. Se eu fosse psicóloga ficaria preocupada com essas tecnologias que 'substituem' a profissão. Porque eu juro que se não tivesse feito esse blog estaria agora em um consultório de psicologia.
Hum...que propaganda,hein?! Será que os donos do site vão me pagar por isso?
Espero que sim.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Revolto.

Ando tão confusa ultimamente que meus cinco maiores desejos são opostos uns aos outros.
Na verdade, eu nem sei se são cinco mesmo, talvez não seja nem um, mas eu acho que ele existe guardado dentro de mim. Ou fora. Nunca se sabe.
Pior que Eulálio do livro Leite Derramado. Histórias de minha vida que eu faço questão que sejam narradas de acordo com minha vontade, minhas lembranças que não são as mesmas de quem viveu o mesmo efeito mas nunca o mesmo sentimento. Aí nota-se a diferença. Mesma história e personagens diferentes: contos opostos.
Acho que a única parte inalterada foi meu currículo musical (por assim dizer). Na verdade ele anda até reduzido. Muito. De uma semana para cá todos os dias escuto duas músicas. Primeiro uma, depois outra, depois volto para a primeira e assim segue (ou melhor, não segue, volta) . Quando meu ouvido se acostuma ao som (eu juro que depois de um tempo eu paro de escutar a música mesmo que ela ainda esteja tocando - tem um nome para isso que não recordo agora, mas é uma adaptação do organismo, quando lembrar posto aqui) eu passo para uma terceira música (que é sempre a mesma) até que desligo tudo e vou me concentrar em outra coisa.
Isso só pode fazer parte dessa minha confusão. Se Eulálio contava as mesmas histórias sempre, só que com mudanças de acontecimentos, eu escuto as mesmas músicas sempre, só que sem alterar a ordem. Isso só prova que estou melhor que ele. Por enquanto.
Para quem quer fazer parte desse acontecimento de grande relevância na minha vida pode escutar as músicas. Mas por favor, siga a ordem.

Primeiro:

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Segundo(não pode ser outra versão - Mary J. Blige tem a voz muito foda):

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Para quando se cansar:

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Hum...acho que essa é uma ordem de minha preferência. Ordem crescente, para deixar claro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Diário de uma greve.

Quando você passa por uma greve (ou duas) percebe que o único que será prejudicado é você.
Porque inevitavelmente ficará no ócio. E você vai ficar sem ter o que fazer quando você mais precisa se manter ocupada.
E entrar em comissões de greve, estudar em casa, fazer manifestações não resolve seu tédio. Isso não dura o dia inteiro.
Não adianta. Quando a desgraça vem, vem de uma vez, em um rodízio bem servido, com muitas opções, mas você não pode escolher o que comer. Eles te fazem engolir, um prato atrás do outro. Sem tempo para mastigar.
Vamos por ordem.
Você perde seu companheiro que você nem sabe mais se algum dia foi companheiro mesmo. Depois você percebe que seus amigos estão afastados (na verdade, eles sempre estiveram, mas você tinha seu companheiro para suprir essa falta. E não...a culpa não é sua). Então você pensa:"Oba!Melhor época para me dedicar aos estudos". Ahan...seria...se sua faculdade lotada de estudantes burros e egoístas (que votaram tanto a favor quanto contra) não entrasse de greve.
O bom é que nessa época mesmo que você conhece as pessoas realmente. Seus amigos, seus colegas, a pessoa que está ao seu lado, a ignorância dos demais. Afinal, você tem tempo para pensar no que quiser. Só cuidado para não ficar temerário demais.
É um sentimento escuro, ridículo e insignificante que toma conta de você. Parece que não passa, e o pior: você não tem a quem recorrer.
E você pensa: "a culpa só pode ser minha". E é.
Acho que estou enlouquecendo.